Vejo o programa de trainee como um grande facilitador, uma espécie de escola na qual temos a chance de aprender sobre a empresa, as pessoas que a construíram e que trabalham todos os dias para elevá-la a um patamar de excelência, bem como sobre o nosso papel nessa engrenagem. Esses laços criados são a base para um trabalho sólido, com foco na entrega e visão de longo prazo. Já de olho no futuro e na cadeira que ocuparemos ao longo da carreira na empresa, é fundamental conhecer as dores de todos os setores, nos colocarmos em um papel de “nós todos”, e não de “nós” x “eles”.
Os programas de desenvolvimento são uma oportunidade única. Além do aspecto técnico, superimportante para as entregas diárias, há um foco no desenvolvimento de uma visão 360, de como as diferentes áreas da companhia se integram e contribuem para o resultado, o que traz um amadurecimento que contribui para nos tornarmos, ao longo da carreira, profissionais mais empáticos. O embarque, parte final do job rotation do trainee, contribuiu enormemente para que eu entendesse a rotina dos tripulantes, parte fundamental da CBO. A tomada de decisões, por menor que seja, é sempre mais assertiva quando sabemos como as pessoas envolvidas serão afetadas.
A CBO é, reconhecidamente, uma empresa que constrói e opera seus navios com excelência. Tive a chance, junto a um time fantástico, de trabalhar no recebimento de um navio estrangeiro e, posteriormente, colocá-lo em operação. Os desafios de desbravar uma embarcação até então desconhecida e adequá-la para operar em águas profundas brasileiras foram particularmente desafiadores. Aprendi muito sobre a importância da integração com as demais áreas, do suporte de um gestor que, ao mesmo tempo em que dá autonomia, é também a quem recorremos quando os desafios se apresentam como gigantes à nossa frente.
Por ter nascido como uma empresa familiar, a CBO se modernizou mantendo um senso coletivo de união e entregas conjuntas. Durante os 12 meses de job rotation, passei, junto aos demais trainees, por quase todas as áreas da empresa. Fui sempre muito bem recebida, por pessoas dispostas a ajudar e muito focadas nas entregas. Os programas de inovação e melhoria contínua são bons exemplos de uma empresa que não se acomoda, que busca sempre evoluir, otimizar e trazer soluções que tornem a operação e o trabalho final a bordo mais seguros e eficientes.
Com o fim do programa, fomos todos alocados na Diretoria de Operações e Manutenção. Fui muito bem recebida em uma das gerências de operações, na qual já havia passado algumas semanas durante o job rotation, e, desde então, aprendo diariamente como evoluir na área. O aprendizado é constante, e não há manual a ser seguido. O que nos leva à construção do conhecimento é a vivência, direta ou indireta, dos inúmeros desafios que operar uma frota de mais de 40 navios apresenta.